Pesca casual com coleção de espécies
Creatures of the Deep: Pesca
Uma volta rápida ao arquipélago que rende mais do que parece à primeira vista, graças à variedade de espécies e aos pequenos objetivos por ilha.
Pesca casual com coleção de espécies
Uma volta rápida ao arquipélago que rende mais do que parece à primeira vista, graças à variedade de espécies e aos pequenos objetivos por ilha.

O ecrã de abertura não perde tempo: em poucos segundos já se está a navegar entre duas ilhotas verdes, cana na água e um cardume a fugir do anzol. A câmara isométrica dá uma boa noção de escala — o barco é pequeno, o oceano é grande, e há sempre uma silhueta maior a espreitar ao longe, seja uma raia ou uma forma escura por baixo da superfície. O primeiro objetivo (encher uma cesta de peixes comuns) demora menos de dois minutos, o suficiente para perceber o ritmo sem qualquer texto explicativo a atravancar o ecrã.
Fora da rota principal de ilhas há um separador de desafios diários, centrado em capturar uma espécie específica num número limitado de lançamentos, e uma lista de encomendas que pede combinações de peixes já identificados. Nenhum dos dois altera a mecânica de pesca em si — continuam a ser as mesmas duas ações, lançar e recolher — mas dão uma razão para voltar sem obrigar a repetir a mesma rota de sempre. Quem prefere apenas explorar pode ignorar os dois separadores sem perder acesso a áreas novas.
A direção de arte compensa a simplicidade da mecânica: cada ilha tem uma paleta própria, da água turquesa das zonas rasas ao azul quase negro das fossas mais fundas, e as criaturas maiores — baleias, tubarões, arraias — aparecem em silhueta antes de se revelarem por inteiro, o que dá um efeito de descoberta genuíno mesmo sabendo que o jogo é, no fundo, um coleccionável. A curva de progressão também não empurra para sessões longas: dá para fechar o jogo a meio de uma rota sem perder nada.
A profundidade de jogo esgota-se relativamente depressa assim que o catálogo de espécies comuns fica completo — a partir daí, a motivação passa a depender quase inteiramente de querer ver as criaturas mais raras, e nem todos vão achar isso suficiente. O texto de interface, apesar de estar em português, usa por vezes termos técnicos de navegação que não são explicados em lado nenhum.
Quem procura mecânica de pesca mais próxima da realidade — tensão de linha, tipos de isco, comportamento da espécie consoante a hora do dia — vai sentir falta disso aqui; este é um jogo de exploração e coleção, não um simulador. Fishing Hook, mais abaixo neste catálogo, tem uma mecânica de lançamento mais elaborada para quem procura esse lado.
Pesca arcade com cenários variados
A mecânica mais simples do catálogo, mas também a mais bonita de ver em ação — vale sobretudo pelos cenários, do luar a portos mediterrânicos.
Simulador de pesca com técnicas realistas
O jogo mais técnico do catálogo — três estilos de pesca distintos (spinning, feeder, bóia) para dominar antes de sequer pensar em explorar novos locais.
Simulador de pesca em primeira pessoa
O simulador mais completo do catálogo — três parâmetros de carreto para gerir ao mesmo tempo, e cenários fluviais que aguentam bem um olhar demorado.
Simulador de pesca à carpa
O catálogo que mais se aproxima da pesca à carpa real, com seis águas distintas e espécies identificadas pelo nome — bom para quem gosta de estudar o terreno antes de lançar.